Todos podemos controlar a dor excepto aquele que a sente. Quem me dera poder apagar-te da memória, poder não sentir mais dor nenhuma. Já tentei esquecer, mas será que fiz de tudo para o conseguir? Por mais coisas que eu faça, parece que nada resulta, tu continuas presente na minha mente. Tenho mil e uma recordações, mas tudo o que eu vivi foram meras ilusões. Ainda tenho a tua fotografia, olho para ela todos os dias. E ainda tenho a constelação, porque tu não me sais do coração. Não fazia sentido continuar a lutar, se as coisas nunca mais iriam voltar. Um dia sei que vou parar de viver no passado e começar a conjugar a minha vida no presente. Será que valeu a pena todas as vezes que eu chorei? Todas as vezes que me lamentei e pedi-te para ficares? Acabou-se, não posso mais ficar assim, não aguento mais, não somos iguais e já passamos pelos momentos finais. Eu sei que mereço melhor e posso ser feliz mas tu sabes que és o que eu sempre quis. Nunca me deste valor, e toda a gente sabe que tenho razão, mas quem fala mais alto é o meu coração. Eu não sei mais o que fazer para te esquecer. Ainda te lembras de mim? Só te quero dizer que para sempre irei gostar de ti.
Se a verdade estivesse no fundo do mar, não me importava de esperar sentada na areia; até ao dia em que os murmúrios da água trariam até mim, a sorte.
Se a vida tivesse algum significado, atrevo-me a dizer que este vem com as ondas do mar - salgadas e frias.
Mantenho as minhas pegadas na areia húmida marcada pela proximidade do mar - falta-me o ar e não encontro as palavras certas para entender esse teu lado perverso - oh vida!
Quis fugir, após ter encontrado sentido a uma prece que sempre quis cumprir; Fugi para não ter de encarar a falta de certezas e os "mas" da vida.
Fugi porque queria que a saudade fosse embora; fugi porque não quero voltar a chorar mais por dentro, do que por fora.
Não ganho nada, é certo. Mas perder também não faz parte destes planos a curto prazo.
É sempre assim? Quando acreditamos em algo na nossa vida?
Caímos sempre no desespero de não alcançar o que desejamos?
A música está alta, e o tempo está a meu favor!
Deixo que a tristeza passe no meu rosto, mas não permito que permaneça.
Não quis construir grandes sonhos, em cima de bases falíveis do conhecimento mútuo. Fui cuidadosa, aliás, fui cautelosa - mas o facto é este: não adianta o quanto queremos controlar a vida e os sentimentos - somos pedaços de nada comparados à força do que existe para nós.
Destino? Sei lá bem... Nunca fui capaz de acreditar no destino; que aberração acreditar-se em planos que o universo tem para nós.
Mas como sempre, acabamos sempre por aprender... e pergunto, que queres para mim, Universo?
Filtro toda a luz que existe na escuridão dos movimentos do coração.
Concluo que avançar é erróneo.
Fico aqui, com a minha voz no silêncio, que posso quebrar com a tua vontade.
Defendo a simplicidade - da vida, das coisas, dos acontecimentos, das pessoas, dos sentimentos (e afins).
Não gosto de gestos complicados, nem de palavras subentendidas.
Muito menos, dos gestos e das palavras que ficam sem sentido e sem serem provados.
Quero que tudo aquilo que passa por mim, deixe a sua marca, simples e prática. Original.
O simples, é a minha cor.
Não sei fingir existir sem este brilho da cor. Só sei colorir.
A vida e os meus sentimentos.
Mesmo que a palavra a ouvir, não seja a desejada, é a indicada.
A vida passa por nós e as pessoa também. Muitas sem cor. Sem sentir.
Sem mostrar a simplicidade dos gestos e da verdade que têm para nós.
Gosto de tudo, quando é simples e sincero.
Pressinto o teu corpo, que me suga para perto de ti.
Em instantes sou uma gota de loucura, que oscila na fronteira situada entre a lua e o mar.
Irrequieta mulher que procura qualquer coisa, que faz querer-te tanto.
Que sempre me fez aceitar a tempestade e.
O lado monótono da realidade.
Irrequieta por te esperar sempre no mesmo quadro do sentir.
Abraço-te com o poder das recordações, adopto aquele olhar perdido e a armadura que custa a arrancar.
Agora ninguém vai chegar.
Alma tanto irrequieta quanto os incêndios que reflectem os sinais que ficaram.
E o que foi, foi triste.
Mesmo que estejas ao meu lado.
Não queria passar por aqui, mas parte de mim é aquilo que escrevo através dos poros da minha alma, transcrevendo fardos de vida que se amontoam na solidão dos dias.
As imagens estão sem som, na minha vida; e os corpos são deixados para trás como fruto do abandono.
O rosto e as mãos, unem-se num movimento lento e leve que cede à imensidão do esquecimento.
Podia rasgar os papéis ardentes no pensamento, que te colocam na sombra de quem disse adeus, mas não me sinto fiel ao fazê-lo.
Fidelidade é algo que quero preservar, por mim mesma.
Com o vento e a poeira, surge o cansaço que me faz estar à deriva, sem saber qual o momento de parar para não mais ouvir a voz do coração.
Mais que uma ausência, isto é, o desejo escondido de querer mais do que aquilo que ficou.
Não procuro aprovação tua para as minhas palavras e para os meus actos.
Não quero piedade pelos sonhos que destruíste aos poucos.
Quero os sentidos que me fazem ouvir novas canções.
As pessoas estão a perder os gestos loucos que as caracterizam; perdem o fogo que devia crescer de mão em mão; deixam flutuar no escuro os sonhos.
Ninguém está interessado em criar laços, em partir para novos horizontes, nem tão pouco, há alguém interessado em deixar voar os sonhos.
Sento-me um pouco aqui, e fico no meu abrigo. Choro; porque não tenho medo de assumir que sou fraca e que este sentimento de dor, piora de dia para dia. Nem sempre é assim, vale-me isso. E vale-me o sorriso com que enfrento as batalhas.
Há dias em que a ausência é mais que isso.
Estar perdida é tanto como procurar além da realidade.
Não estou a baixar os braços, explico apenas, a razão que não os mantêm sempre em luta constante.
Explico a ausência que me prende ao nada.
Caiu a noite neste fim de dia cansado.
O meu coração palpitava pela chegada do nosso momento - aquele que temos partilhado todas as noites; que loucura esta deste sentimento que não cabe dentro do peito e saltita por aí.
Mudei a estação do rádio e adaptei o som à música calma que tocava naquele momento.
Abri a janela e inevitavelmente senti a brisa fresca a abraçar-me a alma.
Este aviso era para mim, este aperto que eu chamei saudade, era para ti.
A lua estava distante, mas mesmo assim, conseguia ver as suas formas entrelaçadas nas cores do céu como queria ter-te aqui... Percorrer as minhas mãos pelo teu corpo, entoando notas perfeitas de amor.
Pegar nos teus sonhos e transforma-los nos meus desejos.
Esta noite falhaste ao nosso momento; estou tão só. Tal como a lua que nunca se cruza com o sol.
Tal como as gotas de orvalho que se emancipam nas folhas verdes das minhas flores preferidas.
Amores perfeitos? Ou sonhos construídos na imensidão da nossa vontade?
Hoje não estiveste aqui, mas estás no pensamento de quem te imagina em mim.
Não me faças perguntas, porque nada que eu te diga vai indicar o caminho certo.
Esta noite, proclamo às estrelas um desejo tão meu: um amor, tal e qual, o teu.
The day I met you, you told me that you never fall in love, but I now understand you and I know that it was fear. Now we are here, so close and yet so far, has not yet passed the test, when are you going to realize that I'm not like the rest.
The other day, you were home alone, there were tears in your eyes, I called my love for you, but I did not attend. The world can be ours if we wish, we can take it if you take my hand, there is no turning back now, trying to understand.
When your lips are on mine, our hearts beat as one, but you slipped from my fingers and just run. I know that before you hurt, I can see in your eyes, try to just smile.
Do not want to break your heart, I give you a time, I know they scared, is wrong, as if he could make a mistake.
We only have one night to live and have no time to wait, so let me take a break from your heart.