Pressinto o teu corpo, que me suga para perto de ti.
Em instantes sou uma gota de loucura, que oscila na fronteira situada entre a lua e o mar.
Irrequieta mulher que procura qualquer coisa, que faz querer-te tanto.
Que sempre me fez aceitar a tempestade e.
O lado monótono da realidade.
Irrequieta por te esperar sempre no mesmo quadro do sentir.
Abraço-te com o poder das recordações, adopto aquele olhar perdido e a armadura que custa a arrancar.
Agora ninguém vai chegar.
Alma tanto irrequieta quanto os incêndios que reflectem os sinais que ficaram.
E o que foi, foi triste.
Mesmo que estejas ao meu lado.
